Já tem algum tempo que “brinco” com pinhole, mais especificamente pinhole com filme 135.
Há mais ou menos 1 ano, depois de uma sardinha com miojo - um dos pratos que mais gosto, rápido e fácil - fiquei de olho na lata onde estava a sardinha, destas com abre fácil e tal, depois de algum tempo pensando que ela poderia servir para alguma coisa e que não seria muito certo apenas descartar aquela lata na sessão de reciclado na minha lixeira, resolvi lavá-la e experimentar uma bobina de filme 135 no seu interior.
Perfeita, parece que o fabricante pensou nisso, o filme cabe exatamente dentro dela. Bom… depois de sentar e ficar olhando para a lata e para a bobina de filme, começaram a surgir umas idéias de como fazer uma câmera pinhole com aquele material. A idéia veio e então lá fui eu vasculhar umas gavetas, fazer uns furos, colar umas fitas e pronto, lá estava minha Pinhole Sardinha pronta para os primeiros testes.
E que testes hein, os resultados me impressionaram e então virou rotina sair para um passeio com a latinha no bolso. O pessoal pára, pergunta, olha, olha de rabo-de-olho, estranha, ri, mas eu sigo fotografando com ela pela cidade, os resultados já trilharam bons caminhos, participei de exposição em Belo Horizonte/MG (II Varal Fotográfico de BH), tive foto feita com ela, e foto dela, publicada em jornal, tive convite para entrevistas e assim vai… estou desenvolvendo um projeto bacana envolvendo a técnica pinhole e logo devo começar a me mexer com isso pois o interesse das pessoas pelas fotos estão cada vez maior e sinto que isso é bom pra fotografia, pra mim e pra todos que se interessam.


